Juca Kfouri - Mosqueteiro campeão Se há um grupo de jogadores neste país que leva ao pé da letra o lema dos mosqueteiros, ''um por todos, todos por um'', este é o grupo do Grêmio, estupendo tricampeão da Copa do Brasil. E não é por acaso que o símbolo do tricolor foi inspirado em Alexandre Dumas. Depois de garantir um 0 a 0 com dez jogadores no Olímpico _pela justa expulsão de Dinho_, o que o campeão do Brasil fez no Maracanã foi outra vez comovente. Ganhava bem até perder o xerife Rivarola e parecia derrotado depois que Romário desempatou para delírio do estádio repleto. Não desistiu, acreditou com a fé dos grandes vencedores e, mesmo com Paulo Nunes numa noite só esforçada, teve em Carlos Miguel o fator que desequilibrou o jogo e calou a massa rubro-negra. Ele já havia dado a bola para o primeiro, e belíssimo, gol de João Antônio. Então, pegou a bola na intermediária, lançou para Roger, correu para o miolo da grande área, recebeu de volta e fez ainda mais alegre o porto do Guaíba. Alguém um dia disse, e virou marca registrada, que o Grêmio é o mais argentino dos times brasileiros. Pois é pouco, apesar de a escola argentina ser fabulosa e bicampeã mundial. O Grêmio, pela sua perseverança, é o mais alemão dos times nacionais, descendente direto de outra escola brilhante e, afinal, tricampeã do mundo. Tri como o Grêmio é tri da Copa do país do tetra e a caminho de ser _por que não?_, no ano que vem, tetra da Copa do país do penta. * Ao Grêmio só falta uma direção que confie mais no valor de seus jogadores e no espírito que a torcida e a própria administração do clube inocularam no time. O Grêmio não precisa que seus dirigentes invadam o gramado ou mandem cortar a água do vestiário adversário, práticas incompatíveis com um enorme campeão. (Folha de São Paulo, 24 de maio de 1997)
Telê Santana - Conquista merecida
O título da Copa do Brasil ficou em boas mãos. Desde a primeira partida eu senti que o Grêmio conquistaria esse título. Mesmo tendo empatado o primeiro jogo e decidindo contra o Flamengo no Maracanã. Eu já treinei o Grêmio e sei a força que o time tem em finais. A torcida gaúcha dá uma força muito grande ao time na hora da decisão. Apesar de ter perdido alguns bons jogadores, como o Jardel, e o técnico Luiz Felipe Scolari, o time se manteve forte e fez por merecer mais essa conquista. (Folha de São Paulo, 25 de maio de 1997)
Alberto Helena Jr.
Não sei quem, lá no Sul _desconfio que seja o Lauro Quadros_, revelou o segredo desse Grêmio interminavelmente campeão: esse Grêmio, simplesmente, se nega a perder. Pode trocar de técnico; sai jogador entra outro; seja a decisão lá, cá ou acolá, não interessa, o tricolor gaúcho, no fim das contas, leva a taça. Talvez tenha a alma em forma de cabide, que não lhe permite vergar-se diante de qualquer situação, como costumava metaforizar o saudoso Kid Jofre, pai do nosso Galo de Ouro, Eder, ao explicar a diferença entre um verdadeiro campeão de boxe e outro apenas ocasional. O fato é que não cai. Pode ir à lona, nunca a nocaute. Mas, na decisão da Copa do Brasil, deu-me a revelação: naquele impreciso instante de qualquer partida decisiva, entre os 30 e 40 minutos do segundo tempo, quando adensa-se no ar a certeza de que o placar está definido, os jogadores, naturalmente, reduzem o ritmo, baixam a vigilância, desligam-se, até. Pois é aí que o Grêmio dá o bote. No momento da tácita trégua, é que ele ataca e mete a mão na taça. Foi assim com o Flamengo. Assim tem sido. E, pelo visto, assim continuará sendo. (Folha de São Paulo, 25 de maio de 1997)
Ruy Carlos Ostermann - A Unha Pródiga O Grêmio fechou na quinta-feira um ciclo de vitórias, quase todas heróicas. A dimensão do heroísmo é uma prova de resolução dos problemas no limite do possível. Não houve um jogo desse ciclo de acontecimentos exitosos que oferecesse à contemplação da crítica ou do torcedor a margem de vantagem, facilidade ou aproveitamento que superasse a condição de dor e sofrimento que cada vitória carregou nas costas.
Por isso, a melhor explicação para o sucesso dos muitos times do Grêmio que têm enfrentado Copa do Brasil e Libertadores - com até quatro reservas, por exemplo, como quinta no Maracanã - não está no plnao das considerações tático-estratégicas. Está na profunda realidade da bravura coletiva, da coragem individual e do time. Enfim, está justificada em valores permanentes da luta, da guerra e do conflito bem resolvido.
E poucas dimensões vitoriosas de um time servem mais a esse momento difuso do futebol brasileiro. O time do Grêmio não tem um astro consumado, de altíssima voltagem técnica como os principais brasileiros têm ou imaginam ter. Tem, ao contrário, um grupo que sabe jogar basicamente o futebol, tem boa técnica, mas que só se vale disso depois de ter quebrado a resistência ofensiva do adversário e se assegurado de que a bola é o primeiro triunfo dos times vitoriosos.
É essa identidade de guerra, luta e afirmação coletiva que está concedendo ao Grêmio as benesses de jogos encruados resolvidos positivamente, pelo regulamento ou pelo escore, na unha.
A unha pródiga do jogo.
*** "Para ganhar do Grêmio, um time precisa ser mais técnico e mais competitivo. Se não for as duas coisas, no máximo empata. Ganhar, não ganha."
-o cronista Fernando Calazans, de O Globo, fino texto carioca, avaliando as duras circuntâncias da final da Copa do Brasil, sob o título de Ganhou o Melhor." (Publicado em 24/05/97 - Zero Hora) Paulo Sant’Ana - Grêmio Supercampeão! Milagre! Milagre! Milagre! Depois de quase morto no Maracanã de 100 mil flamenguistas, ressuscitou a garra farrapa do Grêmio, ressurgiu a flama maragata e chimanga do Grêmio, a tradição gaúcha de força, garra, combatividade, a alma ancestral da bravura gaúcha foi mostrada e lavada no gramado do maior estádio do mundo. Que vitória, que título, que extraordinária demonstração de obstinação, de fé no destino de vitória, que danação incrível no corpo e no espírito diante da adversidade. Simbolizada numa atuação de leão, numa reação de fera do grande Otacílio em todo o gramado.
Fantástico Grêmio, que detém agora os dois únicos títulos de abrangência nacional, é campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil, não dá mais para nenhum paulista, nenhum carioca, nenhum brasileiro contestar esta grandeza gigantesca de um time provinciano, que agora ganha o Brasil como já ganhou duas vezes a América e o Mundo.
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O Grêmio é campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil ao mesmo tempo. Nunca houve nada igual no futebol brasileiro. São cinco títulos nacionais. Os paulistas e os cariocas vão declarar, observem nos próximos dias, que o Grêmio é o time da década e o time do milênio no futebol brasileiro É um clube predestinado à glória, nada há que o detenha no encontro com a vitória. O Grêmio é um milagre, uma utopia, um fato material, espiritual, mediúnico e sobrenatural que deixa para sempre os seus torcedores envoltos em sonhos e fantasias de felicidade.
Quase não dá para acreditar que o Grêmio tenha tantos títulos em sua bagagem. Porque o Grêmio é pobre perto do Corinthians, do Flamengo, do Palmeiras, esta potências todas que o Grêmio tem batido nos últimos anos, o Grêmio não tinha dinheiro para contratar um centroavante há poucos dias. E chegou à glória máxima de um time brasileiro ao se sagrar ao mesmo tempo campeão brasileiro e da Copa do Brasil, fato único e inédito , com um time de poucas estrelas, mas de um espirito de luta e dedicação , de uma insistência diante da adversidade como jamais se viu igual em outro time.
Não é o Grêmio que tem sorte, são os seus torcedores que nasceram com a sorte de ser gremistas.” (Publicado em 23/5/97 - Zero Hora)
Milhares de torcedores gremistas saíram às ruas com bandeirinhas e estourando fogos para comemorar título LÉO GERCHMANN
O Grêmio foi saudado ontem por milhares de torcedores ao desfilar em carro aberto pelas ruas de Porto Alegre (RS). O time, tricampeão da Copa do Brasil, chegou ao aeroporto Salgado Filho às 12h20 de ontem, dirigindo-se para o estádio Olímpico em um carro dos bombeiros. ''Vamos comemorar, esta torcida merece'', disse Paulo Nunes, que, convocado para a seleção brasileira, desfalcará o time nos jogos contra os mineiros. ''Depois, pensaremos no Cruzeiro para, com muito respeito, conquistar a Libertadores.'' O carro aberto se justificou, segundo o presidente Luís Carlos Silveira Martins, pelo fato de que a taça foi conquistada em definitivo e que, cinco meses antes, o mesmo grupo conquistara o Brasileiro. A recepção aos jogadores foi o desfecho de uma madrugada de festa. ''Eu sabia que a cidade estaria vestida de azul. É lindo'', disse o zagueiro Mauro Galvão. Depois do jogo de anteontem à noite, em todo o Estado torcedores saíram às ruas portando bandeiras, estourando foguetes e buzinando em seus carros. A festa não foi impedida nem pelo forte frio _a temperatura chegou a ser negativa em alguns municípios. O ex-técnico do Grêmio Luiz Felipe e o zagueiro Adílson, ex-capitão da equipe, foram colocados em contato, desde o Japão, com os jogadores no início da madrugada de ontem (início de tarde no Japão) pela Rádio Gaúcha. Luiz Felipe, Adílson e o ex-preparador físico do Grêmio Paulo Paixão trabalham no Jubilo Iwata, junto com os gaúchos Dunga e Mabília. ''A gente torcia muito'', afirmou Luis Felipe. ''O Paixão interrompia o treino toda hora, telefonava para Porto Alegre e dava os resultados parciais.'' (Folha de São Paulo)
Grêmio é campeão da Copa do BrasilTime gaúcho empata com o Flamengo no Maracanã e vai disputar a Taça Libertadores da América em 98
O Grêmio empatou ontem em 2 a 2 com o Flamengo no Maracanã e conquistou pela terceira vez a Copa do Brasil. No primeiro jogo entre os times, na terça-feira, houve empate em 0 a 0. Com o título, a equipe gaúcha já está classificada para a Taça Libertadores da América de 98. O Flamengo foi surpreendido logo aos 6min do primeiro tempo. João Antônio recebeu passe de Carlos Miguel, driblou o zagueiro Fabiano e chutou forte no canto esquerdo do goleiro Zé Carlos. O Flamengo por pouco não sofreu o segundo gol em seguida. Nos contra-ataques, o Grêmio chegou com perigo aos 8min, com Paulo Nunes, e aos 14min, com Arce. Ambos arriscaram bons chutes. Aos 21min, Carlos Miguel também ameaçou o gol de Zé Carlos, em cobrança de falta. O primeiro chute a gol do Flamengo só saiu aos 25min, com o lateral-esquerdo Athirson, que infiltrou pelo meio e chutou no canto direito de Danrlei. O Flamengo perdeu o meia Sávio, que saiu de campo contundido. Seu substituto, Lúcio, empatou o jogo aos 30min. O ex-meia do Goiás recebeu livre na área, dominou e finalizou com perfeição. Os cariocas, empurrados pela torcida, cresceram em campo e viraram ainda no primeiro tempo. Nélio cruzou para Romário. O atacante se antecipou ao zagueiro Luciano, que entrara no lugar de Rivarola, e cabeceou colocado. A bola tocou na trave após defesa parcial de Danrlei. No rebote, o próprio Romário fez de cabeça. No segundo tempo, o Grêmio voltou jogando mais à frente. Aos 3min, Luciano, de cabeça, acertou a trave flamenguista. O troco veio um minuto depois. Após chute cruzado de Athirson da esquerda, a bola passou por toda a área e por pouco Romário não a alcançou. Aos 34min, o Grêmio conseguiu o empate. O lateral Roger avançou pela esquerda e cruzou. A bola desviou na zaga e sobrou para Carlos Miguel, na frente de Zé Carlos. O gremista só encobriu o goleiro.
FRASES ''Nós não tomamos gol em Porto Alegre (no primeiro jogo), e isso foi muito importante.'' João Antônio, volante do Grêmio, que foi favorecido pelo regulamento da Copa do Brasil ao marcar gols no campo do adversário
''É difícil uma equipe ter mais raça que a nossa. Agora, ninguém mais tira a taça do Grêmio.'' Danrlei, goleiro do Grêmio
''Nós mostramos raça, fibra, determinação. Dedico o título aos rapazes, e vamos para a Libertadores.'' Evaristo de Macedo, técnico do Grêmio
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola (Luciano16/1), Mauro Galvão e Roger; Otacílio, João Antônio, Emerson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Djair 37/2) e Rodrigo Gral (Marcos Paulo 22/2). Técnico: Evaristo de Macedo
Copa do Brasil 1997 – Final – Jogo de Volta Data: 22/5/1997 21:30, Quinta-feira Estádio:Maracanã,Rio de Janeiro-RJ Público: 95,125 Renda: R$ 970,350.00 Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE Cartões Amarelos: Mauro Galvão, Otacílio, Rodrigo Gral Gols:João Antônio 06/1T, Lúcio 30/1T, Romário 41/1T, Carlos Miguel 34/2T
Flamengo consegue empate no Olímpico Equipe carioca obtém igualdade sem gols diante do Grêmio no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil
Grêmio e Flamengo empataram em 0 a 0, ontem à noite, no estádio Olímpico, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. A segunda partida é amanhã, no Maracanã. O jogo foi marcado pela confusa arbitragem de Francisco Dacildo Mourão, xingado pelos torcedores e criticado pelos jogadores. O jogo, porém, tampouco empolgou. Os erros e a falta de efetividade do ataque gaúcho se somaram à excessiva segurança da equipe carioca, que se esmerou mais na marcação do que em fazer gols. O Grêmio começou assustando. Com apenas um minuto de jogo, Carlos Miguel cobrou falta na extrema esquerda do ataque, e a bola, após atravessar toda a área, bateu na trave de Zé Carlos. Apesar de pressionado, o Flamengo mantinha a calma no meio-campo e, aos 20min, já conseguia dominar o setor. As jogadas de ataque do Grêmio, porém, eram mais efetivas, como aos 24min, quando Zé Carlos tocou para escanteio chute de Arce. Aos 31min, Evaristo de Macedo foi obrigado a colocar Rodrigo Gral no lugar de Dauri, sentindo a região do púbis. Mas, em seguida, a equipe se desestruturou com a expulsão de Dinho, que fez falta violenta em Sávio. Sob os gritos de ''vendido'', Mourão perdeu o controle da partida. Distribui mais três cartões amarelos sem nenhum critério. Nervosa, a equipe gremista deu espaço ao adversário e, aos 45min, Júnior Baiano teve a melhor chance do Flamengo. Cabeceou para boa defesa de Danrlei. Na segunda etapa, logo aos 3min, Paulo Nunes chutou de fora da área. Júnior Baiano furou, e Rodrigo Gral desperdiçou. O Flamengo reagiu dois minutos mais tarde. Romário fez bom lançamento para Nélio. Danrlei salvou a equipe mais uma vez. Aos 12min, Romário repetiu a assistência, desta vez para Evandro, que tocou para fora. O Flamengo vinha melhor e, aos 19min, Romário ficou sozinho na área. Danrlei barrou a jogada, mas o árbitro já anotava impedimento. Para o segundo jogo, o desfalque no Flamengo será Júnior Baiano, que recebeu seu terceiro amarelo (Folha de São Paulo, 21 de maio de 1997)
Gaúchos ainda culpam árbitro Dirigentes, jogadores e comissão técnica do Grêmio se disseram inconformados com a atuação do juiz Dacildo Mourão, que, segundo eles, interferiu diretamente no empate do primeiro jogo da decisão, anteontem, em Porto Alegre. As reclamações do Grêmio se referiram principalmente à expulsão de Dinho e à tolerância do juiz em relação aos jogadores do Flamengo. ''Foram dois pesos e duas medidas'', disse o presidente do Grêmio, Luís Carlos Silveira Martins. Os protestos gremistas encontraram ressonância nas declarações do diretor-técnico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Gilberto Coelho, e do ex-juiz Renato Marsiglia, integrante da comissão que auxilia na coordenação da arbitragem brasileira. ''A atuação da arbitragem foi ruim. A expulsão do Dinho foi rigorosa, e o Dacildo cometeu vários equívocos'', disse Coelho. ''Eu simplesmente cumpri a regra do jogo'', afirmou Mourão. O juiz se referiu à regra que determina a expulsão do jogador que realizar jogada violenta. O técnico do Grêmio, Evaristo de Macedo, disse que Mourão foi ''covarde'' ao não expulsar Júnior Baiano (que fez falta violenta em Paulo Nunes e recebeu cartão amarelo) e que a sua atuação foi um ''desrespeito'' ao Grêmio. O Flamengo respondeu às acusações gremistas dizendo que a equipe gaúcha é violenta. ''O Grêmio tem um excelente time, por isso não precisa bater tanto'', disse o técnico Sebastião Rocha. (Folha de São Paulo, 22 de maio de 1997)
FRASES ''O Dinho tinha mesmo que ser expulso.'' Kleber Leite, presidente do Flamengo, sobre a expulsão do gremista, anteontem
''Foi um desastre. A expulsão do Dinho não obedeceu a nenhum critério.'' Renato Marsiglia, do comitê de reestruturação da comissão de arbitragem da CBF
Grêmio 0 x 0 Flamengo
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Dinho, Emerson (Marco Antonio 01/2), João Antônio e Carlos Miguel, Dauri (Rodrigo Gral 33/1) e Paulo Nunes. Técnico: Evaristo de Macedo
Copa do Brasil 1997 – Final – Jogo de ida Data: 20/5/1997 21:40, terça-feira Estádio:Olímpico,Porto Alegre-RS Público: 44,951 Renda: R$ 468,847.00 Juiz: Francisco Dacildo Mourão Albuquerque Cartões Amarelos: Fábio Baiano, Júnior Baiano, Athirson, Jamir
Corinthians empata e está fora da final Empate leva o Grêmio à decisão da Copa do Brasil
O Corinthians empatou com o Grêmio em 1 a 1, ontem, em Porto Alegre, e foi eliminado da decisão da Copa do Brasil. A equipe gaúcha faz a final com o Flamengo, que eliminou o Palmeiras na outra semifinal. O Corinthians precisava vencer por dois gols, já que na primeira partida perdera por 2 a 1. As duas equipes começaram a partida sem se arriscar, bem fechadas na defesa. No Corinthians, apenas Donizete ficava mais avançado, enquanto Mirandinha jogava mais próximo ao meio-campo, para puxar os contra-ataques em velocidade. Assim, as melhores chances da primeira etapa foram criadas sobre as falhas da marcação. Na falha gremista, o Corinthians aproveitou. Aos 3min, Marcelinho lançou Donizete, que ganhou na corrida de Mauro Galvão e tocou na saída de Danrlei, abrindo o placar. Na primeira falha corintiana, o Grêmio desperdiçou. Dauri, sem marcação, levou a bola pelo meio e, da entrada da área, bateu forte, próximo à trave esquerda de Ronaldo. Antes do final do primeiro tempo, no entanto, Paulo Nunes empatou a partida. O atacante tabelou com Dauri e, já dentro da área, tocou para o gol. A bola ainda bateu no pé de Ronaldo, mas acabou entrando. Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto, e o Corinthians teve as três melhores oportunidades para desempatar. Aos 13min, Fábio Augusto cruzou da direita e Marcelinho cabeceou no travessão. No rebote, com o goleiro Danrlei caído, Donizete bateu sobre ele. As outras duas chances foram desperdiçadas por Mirandinha. Aos 16min, na pequena área, o atacante não aproveitou cruzamento de Souza. Aos 37min, em uma sobra de bola, após falta batida por Célio Silva, livre, tocou à esquerda de Danrlei. (Folha de São Paulo, 16 de maio de 1997)
Grêmio 1 x 1 Corinthians
GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Luciano, Otacílio, Djair e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Wágner 48/2) e Dauri (Alex 31/2). Técnico: Evaristo de Macedo
Copa do Brasil 1997 – Semifinal – jogo de volta Data: 15/5/1997 21:35, Estádio:Olímpico,Porto Alegre-RS Público: 43,689 Renda:R$ 455,685.00 Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE Cartões Amarelos: Fábio Augusto, Souza, Donizete Gols: Donizete 03/1T, Paulo Nunes 44/1T
Copa do Brasil 1993 - Palmeiras 1x1 Grêmio
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O primeiro confronto entre Grêmio e Palmeiras em uma Copa do Brasil
aconteceu nas quartas de final da edição de 1993. A partida de ida foi
disputada em 27...